Um Lugar ao Sol


 

 

 

 

Essa história não é um conto de fadas. Antes fosse, mas se tratando de mim, alguém desastrada e deveras indecisa, só me restou esta narrativa melancólica pra contar. Uma vez que MELANCOLIA é uma forma romântica de ficar triste, acho que a essência da palavra se encaixa perfeitamente em tudo que se segue.

Se chamava Bernardo. Seu perfil no facebook me assustou um pouco na primeira vez que eu vi. Parecia ser do tipo rockeiro. Daqueles cabeludos que se vestem de preto e só escutam Heavy Metal.

Claro que me perguntei de onde eu poderia conhecê-lo, já que a fase da adolescência em que me julguei ser roqueira foi há muito, mas muito tempo atrás.
Mas eu lembrava o conceito.

Sempre fui uma pessoa educada. Então não aceitá-lo estaria fora de cogitação. Além disso, tínhamos vários amigos em comum, o que poderia significar que em algum momento da vida já havíamos esbarrado um no outro em algum canto da cidade e claro que eu não me lembraria, porque eu geralmente não guardo bem a fisionomia das pessoas.

Então aceitei o convite e o Bernardo ficou lá, à guisa de qualquer conversa ou sinal de aproximação.  E somente alguns dias depois, quando ele puxou assunto, foi quando começamos a nos falar.

O que logo me chamou atenção foi a sua inteligência. Sempre gostei de conversar com gente inteligente. E o Bernardo, diga-se de passagem, sabia conversar sobre tudo. Não essas conversas sem fundamento, ele tinha conteúdo.

Pra minha surpresa, ele também gostava de música clássica, trilhas sonoras, filmes antigos, literatura, arquitetura e História. Além disso, tinha uma banda, cantava e tocava violão.
 Era algo como um conjunto de todas as coisas que eu amava.

Trabalha como orientador educacional. Vivia rodeado de crianças e me contava muitas histórias sobre elas, algumas delas me faziam rir, outras nem tanto.
Claro que sei que não é fácil ser professor. As crianças não são fáceis de conviver hoje em dia, mas ao que parecia, ele tinha um jeito todo especial de lidar com elas.

Tivemos nossas longas conversas ao telefone.

Às vezes ele conseguia me deixar sem palavras. Logo eu, que sempre me orgulhei de falar aos montes, de repente não sabia responder a um simples elogio.
De vez em quando a linha do outro lado também ficava em silêncio, mas eu sabia que ele estava lá e que havia absorvido cada palavra.  Era um aprendizado. Ora se falava, ora se escutava, ora não se dizia absolutamente nada.

Às vezes o assunto se tornava engraçado. Falávamos desde Teorias de Conspiração, Livros, Series de Televisão até Problemas da Sociedade. Falei de alguns medos, de lembranças antigas, dos meus muitos sonhos e de algumas memórias da infância.

Ele me fazia rir. Fazia-me esperar.  Seja por uma simples mensagem ou uma ligação pra desejar Bom Dia ou Boa noite.


Ele se tornou meu amigo. Meu confidente. Meu pequeno sol particular. Falo sol porque mesmo em dias tristes era ele que me trazia alegria, me dava esperança, me fazia ver o lado positivo de cada coisa. E ele não se cansava, vivia dizendo que eu deveria acreditar em mim mesma, lutar pelos meus sonhos, seguir meu coração e me importar menos com o que os outros pensavam.

Acontece que  eu sempre fui meio reservada em tudo. Mas para ele, cantei e mostrei meus textos, histórias e memórias de outro tempo, que por medo de rejeição ou ser motivo de piada, guardei comigo mesma. E de algum modo, Bernardo me fez acreditar que eu era boa nisso também.
A verdade pura e simples é que ele acreditava em mim.

Ambos gostávamos de Pizza. Embora nunca tenhamos comido nenhuma Pizza juntos.

Ambos gostávamos de Filmes. Embora nunca tenhamos assistido a nenhum filme juntos.

Nunca lemos o mesmo livro, nem cantamos a mesma música, nem tínhamos as mesmas crenças.
Então não sei explicar. Bernardo e eu éramos tão parecidos e tão diferentes ao mesmo tempo.

Como se houvessem dimensões paralelas, instantes que se congelavam, às vezes numa mistura de passado e presente. Mas nada do que fizéssemos mudaria ou nos garantiria o dia de amanhã. 

Todos deveriam saber que nunca fui boa em conjugar futuro. Aliás, eu deveria andar com um manual de instruções, nele deveriam estar especificados todos meus defeitos de fabricação. Quem sabe eu mesma tentaria decorá-lo porque ás vezes esqueço o modo como funciono.


Talvez tudo pudesse ter sido diferente.  Ele mesmo afirmava que todas as coisas se transformavam e evoluíam com o passar do tempo. Mas isso implicaria em mudanças e decisões que naquele momento nenhum de nós estávamos dispostos a tomar.

Ele sabia das coisas. Ele sabia o que queria. Ele me queria.

E o Bernardo bem que tentou me entender. Mas, sem sucesso.

Por eu continuar a ser uma incógnita pra mim mesma e por não saber o que quero, deixei o Bernardo me escapar por entre os dedos. Foi bem devagar. Como quem observa alguém se distanciando aos poucos, assistindo de longe a distância entre os corpos. 

 Provavelmente eu estragaria tudo de novo se houvesse outra oportunidade. Porque afinal de contas, sei que não estou pronta.  Nem sei se algum dia eu estarei.

 Mas continuo a seguir o que acredito, a esperar o inesperado, a buscar alguma coisa que nem mesmo sei de fato, se existe. Não falo de Deus, porque tenho certeza da existência Dele, mas falo de alguém, que seja o reflexo de tudo que eu busco ser. Alguém que eu não precise me explicar ou me fazer entender. Que me leia, me transcreva e me aceite exatamente do jeito que eu sou.
 
Quando conhecemos alguém, aprendemos, compartilhamos conhecimento, experiências e desde o primeiro momento, Bernardo me ensinou algumas lições.

Me mostrou de fato, que as aparências realmente não importavam. Num piscar de olhos o simples rockeiro se tornou alguém muito especial pra mim.  Sempre prestativo, sensível, carinhoso e querido como um amigo de longa data.

Me fez entender, que embora nos sintamos inúteis em alguns aspectos, podemos realmente fazer a diferença na vida de alguém. Talvez ele até pense que não escutei muitas das coisas que ele me disse, mas escutei.

Algumas delas me tiraram o sossego.
Outras mudaram algo dentro de mim.

E finalmente ele me provou que é possível sentir saudades de alguém, apesar do pouco ou muito tempo que a conhece.

E como ele me faz falta. Difícil aceitar que foi ele quem escolheu se afastar e se tornar o sol de outra pessoa. Porém, algumas escolhas são pra sempre.
Sei que não posso interferir nessa decisão, porque devo isso a ele e quero vê-lo feliz, mesmo que de longe.

E quem sabe um dia, quando tudo isso passar, nós nos avistaremos na rua, cruzaremos o mesmo caminho em algum café ou qualquer canto da cidade.
O tempo já terá cumprido o seu papel. E os dias de hoje, não serão mais do que uma mera lembrança. Um pequeno flash do passado.

Eu não precisarei falar, sei que ele vai lembrar. E assim como eu, vai sorrir.

Embora essa narrativa não se trate de um conto de fadas, foi essa a história quase platônica que Bernardo e eu protagonizamos juntos. Digo quase, porque houve uma tarde em que nossos olhos ficaram tão próximos quanto se podiam chegar.

Uma tarde singular.

Nosso único momento preso no tempo.


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 Este texto e esta música https://www.youtube.com/watch?v=6MPdz-kl6RM são especiais.

Em Homenagem a uma pessoa que aos poucos se tornou tão especial.
Alguém que sempre vou lembrar.

À uma amizade ou algo indefinido, que durou tempo suficiente pra se tornar único.

À ele meu carinho. Meu sorriso e Minha saudade.

 




Escrito por Tici às 19h51
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É dia de outono. Aquela brisa perfumada, mistura de eucaliptos e terra, entra ao poucos pela minha janela e eu penso que esse é um dos principais motivos que me fazem gostar dessa época em particular.
fora isso, ao brilho do sol, as folhas que já começaram a cair, são de um tom amarelado e dão um aspecto sonhador e romântico à paisagem. 

Eu não sei se é devido a minha recente introspecção, ou seria aversão a determinadas coisas, que me tornei um ser altamente observador.
Alguns consideram isso uma qualidade. Outros apontam como um defeito. Prefiro não opinar, tenho tentado não classificar meus sentimentos ultimamente.

O simples fato de me explicar requer tempo, mais paciência do que disponho e esforço além de minha capacidade.

Então só me deixe ficar aqui, contemplando esse imenso quadro pintado por mãos invisíveis...imaginando o instante exato em que a cor límpida e azul do céu se mesclam com o profundo azul dos teus olhos...



Escrito por Tici às 01h18
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 Faço das palavras dela, as minhas palavras...
 No momento, não há nada que me defina melhor.

...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender.
Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.

Clarice Lispector



Escrito por Tici às 19h51
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Escrever ou não escrever? Eis a questão

 

 

Nunca fui escritora e minha vida nunca daria pra escrever um livro.

Mas eu escrevia. Rabiscava letras, frases desconexas, pensamentos confusos e teorias mirabolantes. Já tentei mudar o mundo.

 

Eu sempre fui um ser analítico. Passei metade da vida tentando agradar às pessoas e satisfazer suas manias e outra metade me arrependendo de minhas escolhas.

 

Tentei achar qualidades em todos, ignorei defeitos e tripliquei algumas qualidades. Menti pra mim mesma.

Quando percebi o tamanho do erro, era demasiado tarde para sair de tudo ilesa.

Por favor, não se enganem. Eu tenho milhares de defeitos.

Sou crítica, mandona, ciumenta, insegura, por vezes egoísta e cínica.

Mas tais defeitos? Quem não os tem?

Quem nunca acordou num belo dia e achou que estava sozinho no mundo?

Que nunca nada daria certo? Que tudo fazia parte de alguma conspiração?

 

Aprendi algo que hoje considero extremamente importante. São justamente as pequenas coisas que tornam as pessoas especiais, diferentes umas das outras.

Os defeitos que eu não suporto em mim serão os detalhes que amanhã ou hoje farão a diferença, farão sentido.

Será justamente o dente torto que odeio, minha personalidade impulsiva, meu jeito desregrado de ser e minha “estonteante beleza” que algum dia chamará atenção de alguém. Ou não.

Detesto mesmice, chatice e imposição. Amanhã mudo de idéia. Mudo de casa.

Aumento a letra. Troco de roupa. Calo a voz.

Sou de uma volubilidade extrema e faz parte de mim, mudar constantemente.

Hoje eu gosto de ser assim. Amanhã? Quem sabe?

Me contento em viver um dia de cada vez.

 

 

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Texto antigo que encontrei perdido numa caixa..

Me perguntei: Será que posto?

Me respondi: E por quê não?

...

 

 



Escrito por Tici às 20h51
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Eu já fui uma coleção de sorrisos.

Agora estou oca.

Estranho.

É como se de uma hora pra outra todos os meus sentimentos tivessem se mudado.

Partido pra algum lugar e só me deixasse partículas, meros pedacinhos de lembranças, coisas que antes me faziam sorrir e agora me trazem uma sensação de entorpecimento.

Mas ao mesmo tempo, como é possível? Essa sensação de que estou cheia.

Não consigo chorar.

As palavras também se prendem e de repente, descubro que o silêncio é como uma espécie de cura.

Ou talvez não. Talvez eu precise falar, escrever, gritar. É o que dizem.

Mas já não consigo escutar coisa alguma.

O fato é que estou sem perspectiva.

O relógio parou. Embora eu tenha a sensação de que seja o meu coração que se nega a seguir em frente.

Existe algum nome pra isso?

Sim. Existe.

Mas me recuso a dizê-lo. Vai que alguém me escute.

 

 

 

 



Escrito por Tici às 20h42
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Vazio


Esse sentimento não tem nome
Não há maneiras simples de  descrevê-lo
Não há sentido em seus planos
Nem futuro...
É ele, quando não basta as melhores intenções
Nem a intensidade dos maiores sentimentos

 

Quando já não basta um um olhar
Quando todos os planos se vão no vento
Quando o futuro não parece tão promissor
Quando as palavras perdem seu valor
Quando se pergunta o porquê do amor
Não resistir a intensidade da chuva,
O compasso do tempo?

 

Então a  lucidez bate a porta
trazendo consigo passos solitários
imagens sobrepostas
ecos
desmontando todos os meus castelos
deixando só reticências
Um lugar abandonado...

 

Perdeu-se o ritmo da canção, quando pulou uma nota
Perdeu-se o passo da dança, quando improvisou
Perdeu-se o meio da história, que sem continuação ficou
Perdeu-se um coração que nunca mais regressou
Não há voltas
Nem saídas
Nem janelas
Só o nada...

 

Apagando todos os vestígios do que um dia
Eu já fui.

 

 



Escrito por Tici às 14h57
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Eu sou...

 

Eu sou..
Um monte de indecisão,
Um pouco de solidão,
Um punhado de reclamação..
Eu sou um tanto insegura,
Talvez um pouco imatura,
Um tanto quanto inconfidente,
Porque as vezes ninguém entende
Que eu faço o que posso
Mas às vezes eu não faço sentido..
Apesar de tudo isso, eu sou
Um monte de sorrisos,
Um punhado de recordações e
Um mundaréu de saudade..
Sou um docinho de pessoa e
Quando eu amo...caramba,
Eu amo de verdade...



Escrito por Tici às 01h12
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Suposições


 

Deve ser bom conhecer teu mundo.
Acordar em lugares diferentes, respirar ar de praia deserta, cheiro de campo, de grama recém cortada, de terra molhada, de chuva de verão, dos malmequeres do chão. Deve ser bom sentir aquele vento no rosto, despenteando o cabelo, trazendo bons ares de liberdade.

Deve ser bom, ficar na primeira poltrona de ônibus, seguindo as faixas do asfalto, lendo as placas de quilometragem, observando quadro por quadro a mudança na paisagem. Tantos espetáculos do pôr do sol e do nascer da lua regados a vinho tinto.

Ahh... Se tu soubesses só um tanto dos lugares que os meus sonhos vão. Por todos os cantos desse mundo, lugares onde deixei um coração. Recantos do meu mundo e tua singularidade. Teus conceitos, meus defeitos, nossos sonhos pré desfeitos por tua ofuscante liberdade.   
.
Ruas sem nome, muitos rostos, cafés, burburinhos e esconderijos quase secretos. Encontrastes o lugar perdido em que se esquecem as lembranças. Onde se pode ser tudo menos um mero espectador. O espaço que não abre a arrependimentos e não se deixa apegar. Zona mitificada. O território inapto pra se conjugar futuro, onde peregrinos atravessam os portões da própria sorte.

Sábios percebem a hora de parar.
Eu não me arrisco.
Não ouso atravessar esses limites.
Só tenho um único coração para perder.

(...)

 



Escrito por Tici às 22h45
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Para o Skol aonde quer que ele esteja



 




 



Ela lembrava muito bem daquele dia monótono.
Especialmente aquela tarde em que nada parecia ter graça.
Por alguma razão, aquele nome lhe pareceu lindo. E teve a certeza de que ele era um cara legal no momento em que viu a foto de um cãozinho com a seguinte legenda: Skol, por onde andas? Só tu me entendias...
E naquele instante ela sorriu.
Teve dúvidas se mandar uma mensagem seria a coisa mais certa a fazer, mas elas duraram só um minuto.
E esse, foi o começo de tudo.
Uma data nada romântica, 31 de Outubro, porém significativa. Ter mandado aquela mensagem foi a melhor coisa que ela fez, e nunca, nem só por um minuto se arrependeu disso.
Não seria exagero dizer que ela se apaixonou. Encantou-se pela simplicidade, independência, força de vontade, confiança e pela paixão que ele demonstrava ter pela vida. Não era alguém sem conteúdo na cabeça.
A partir daí, foram horas de conversa e companheirismo, onde manhãs, tardes e noites se emendavam. Ele havia chegado para preencher seu coração com alegria, histórias, fotos, milhares de risos e Esperança.

A sensação de saber que havia alguém por quem esperar... Alguém que se importava com o cardápio do almoço, que notava o seu sorriso boboca ou simplesmente se interessava pelos fatos corriqueiros do dia, a faziam sentir importante.
E ela era... Ela sabia que era importante.
E a cada preciosa hora, cada palavra e desabafo iam dissipando seu medo de confiar nas pessoas novamente. Ele sabia que ela já havia sofrido muito.
Conforme os dias iam passando, ambos sentiam que o tempo era pouco para tantos assuntos e pra vontade de estar sempre junto. Ela havia se tornado sua cúmplice e ele se mostrava um porto seguro, uma razão reconfortante de voltar pra casa depois de um dia de trabalho.
Havia características suficientes pra torná-los compatíveis.
E nesse meio tempo, nada poderia ser mais perfeito.

O primeiro telefonema foi a prova de que ninguém estava sonhando. A primeira vez que ela escutou aquela voz, deixou a impressão de que se conheciam há anos. Era tanta coisa em comum acontecendo. Os mesmos sentimentos separados por milhas de distância.
A velocidade com que o mundo dela mudou foi assustadora. E mesmo assim, não havia nada concreto.
Porém o tempo estava se esgotando. E ele foi embora com a mesma rapidez que havia chegado. E enquanto o mundo dele continua girando, ela está parada, completamente perdida em pensamentos.
 Sem encontrar palavras pra descrever a saudade que sente, ela espera, e tenta se convencer de que ele ainda se lembra. De cada sorriso, cada gesto, cada plano e das inúmeras noites que passavam conversando.
Ela, embora saiba que tem um mundo inteiro lá fora e que o coração dele é grande pra reservar um cantinho pra todos, ainda sonha com um lugar especial.

E mesmo tendo medo da realidade e da possibilidade de tudo ter sido apenas um sonho, ela quer arriscar. Não só porque sabe que precisa fazer isso, mas porque também não quer se arrepender por não ter vivido sua vida por completo.
Se há ou não um futuro pela frente ela não sabe.
O que ela pode com certeza dizer, é que ele foi a melhor coisa que aconteceu para ela em muito tempo.
Por coincidência ou não, eles se acharam. E graças ao Skol se conheceram.

Ahh Skol... Por onde ele anda? Só ele me entendia...


 


 

Um texto que escrevi a aproximadamente um ano atrás.
Quisera eu ainda ter toda essa convicção.
O que aprendi, foi que a maneira de ver as coisas muda juntamente com as pessoas.
Mesmo assim, essas linhas me trazem boas lembranças...




 

 

Tinha razão quem afirmava, que o valor das coisas não se medem pelo tempo em que duram, mas sim pela intensidade com que elas acontecem.  

Como  dizia o Vinícius...

"Que não seja imortal,posto que é chama,
mas que seja infinito,
enquanto dure... "



Escrito por Tici às 23h38
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Aii Aii....:)

Eu nem lembro por que eu parei de escrever aqui. Você lembra?
Bem que eu queria dizer que estava ocupada demais, mas creio que essa desculpa esfarrapada não colaria nem aqui nem na China até pra quem não me conhece.
O negócio é que eu cansei. Nem eu sei do que, mas cansei.
Tamanha foi a minha canseira que até troquei de shampoo. Eu nem sentia mais o cheiro do outro e esse novo tem um pote mais bonito. Retardado, concordo. Bem coisa de quem acha que o cabelo vai mudar depois de uma lavada. Mas nem tão drástico quanto comprar aquelas parafernalhas vendidas nas propagandas do PollyShop que dizem que a escova Hair Brush  revoluciona a vida de uma mulher com suas milhares de 3 rotações com lâmina sei lá do quê, perfeitas porque não embolam o cabelo.

Sabem do que mais? Cansei do meu telefone também. Eu quase havia me acostumado a receber ligações só da minha mãe, até que ontem recebi uma ligação do Selton Mello.. me convidando pra próxima promoção da Vivo. Nem preciso falar que eu  d e t e s t o  as mensagens da Vivo. Tah tudo aqui, só que nas entrelinhas.  >.<
Pra quebrar um pouco a monotonia, comecei a me arriscar.
Aposto que nunca imaginou que cozinhar envolve graaaaaandes riscos.
Dizem que cozinhar hoje em dia é terapia. Nunca digam nada sobre isso perto da minha mãe ou saberão do que ela é capaz.  ò.Ó
Mas é tão cansativo. Hummpfff .... E o melhor de tudo é que depois da esfregada no fogão, só se tem tempo pra tomar água e dormir.Já que o começo da janta foi lá por umas 22:00. Ainda não consegui melhorar meu tempo, nem cuidar de quinhentas panelas ao mesmo tempo no fogão.

Meu gato anda carente. Tem sentado direto em cima do teclado do computador... Deve ser a forma que ele achou de chamar minha atenção. Já falei pra ele que to adorando, mas que da próxima vez ele precisa limpar as patinhas antes.
Ontem quase matei um hipopótamo roxo num joguinho... Will me disse que o pobrezinho tinha um trauma... e que na verdade ele era um estojo. Nem questionei. Ele sabe das coisas, entendeu e curou o pobre do bichinho, que até hoje viveu feliz pra sempre.
Por sorte, não precisarei ganhar a vida fazendo psicologia.
Hoje de madrugada foi uma noite do cão. Meu CPU inventou de engolir o cd de mp3 do meu irmão às 3 horas da madrugada.. O dito cujo se espatifou lá dentro e eu quase morri de nervos enquanto recuperava os cacos. Por sorte minha e sorte do meu irmão (já que eu ia picar ele em pedacinhos) o leitor/gravador de CD/DVD está se recuperando e passa muito bem.
Acho que por hoje chega...
Nada mais a declarar...
Vou indo
lá...

Preciso lavar meu cabelo com o shampoo novo...

o/  baii



Escrito por Tici às 21h32
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Dona Renata

Minha avó Sybylla me contava histórias sobre os mais variados assuntos. Meus primos geralmente nunca prestavam atenção, mas eu sempre ficava fascinada.
Lógico que ela teria ficado milionária se realmente houvesse tantos potes de ouro enterrados quanto ela dizia... E é claro que, até hoje eu não vi nenhuma fada dos dentes, aliás, deve ter o equivalente a uma dentadura inteira minha, no telhado da casa onde ela morava.
Desconfio seriamente de que ela só me contava essas histórias pra que eu parasse de bancar a cabeleireira com ela e deixasse de inventar meus penteados inovadores... Saudades daqueles tempos em que eu me empoleirava numa cadeira e insistia em pentear os parcos cabelos que ainda restavam na cabeça do meu avô...

Bons tempos aqueles... Mas não pretendo fugir do roteiro.
Tirando os contos da carochinha, eu aprendi muito e também compreendi que aquela era a madeira dela de transmitir conhecimento e de passar algumas coisas para aquele fiapo de gente.
A vida nem sempre segue um padrão geral. Os objetivos a serem alcançados variam muito conforme as convicções, idéias e sonhos de cada um.
Para quem pensa que, casar, ter um marido bonitão, viver rodeado de crianças pela casa e cães correndo pelo pátio é a imagem da pessoa mais feliz, ou que esse é o objetivo de todas as mulheres, está redondamente enganado. Nem sempre esse é o sinônimo de felicidade.
Aliás, felicidade pode significar uma única coisa, uma única pessoa, um só momento ou um simples conjunto de acontecimentos. Mas isso, não foi minha avó que me ensinou...

Dona Renata era uma professora de primário há alguns bons anos atrás. Dava aulas de inglês, alemão e português... Mas sua paixão, como não cansou de enfatizar, sempre foram as Artes. A criação de objetos, cartões, as pinturas, os detalhes, a mistura e a composição das cores.
Pude ver que Dona Renata amava o que fazia e que enquanto me contava suas histórias e lembrava de seus alunos com precisão de detalhes, ela sorria e seus olhos brilhavam...
Incrível como o tempo passava enquanto conversávamos... E a cada tarde que eu voltava lá, falava dos meus sonhos e tentava absorver ao máximo os conselhos que ela me dava. Fora isso, passávamos a tarde toda compartilhando nossa paixão por gatos, cartas, fotos e samambaias.
Aquela, sem dúvida era uma figura que cativava.
Suas experiências de vida me fascinavam tanto quanto um livro que tivesse uma história emocionante e que fosse repleto de detalhes e desenhos coloridos.

Desejei naquela hora, ter toda aquela capacidade de viver, ter momentos emocionantes e inesquecíveis pra lembrar e aquela memória e clareza de pensamento pra contar...
Pensando com meus botões, eu me perguntava por que aquela senhora tão amável e carismática não se casou e nem teve filhos.
Isso, ela me respondeu numa tarde em que eu fazia um boletim terrivelmente descompassado sobre minha vida de estudante.
Ela me disse algo assim: “__Quando se ama o que se faz e se tem a oportunidade de trabalhar fazendo o que se ama, a vida se torna tão completa e satisfatória que não há tempo e nem vontade de pensar em mais nada. Apenas se vive e se agradece a Deus por tamanha dádiva...”. Senti que naquela hora ela me passou não só um conselho, mas também uma experiência de vida.
Dona Renata teve grandes oportunidades, viajou pra vários paises, deu aulas em lugares diferentes, aprendeu muita coisa e conheceu muita gente.

Mesmo assim fiquei triste por ela, porque quis que ela tivesse mais do que a companhia de alguns gatos quando voltasse pra casa, desejei que ela tivesse família, filhos e uma penca de netos...
Naquela hora não me pareceu justo passar o resto da vida sozinha, vivendo só de boas lembranças...E enquanto insistia em dizer que não se arrependia de nada e que faria tudo novamente, eu não conseguia aceitar a ironia da vida.
Apesar de tudo, aprendi muito naquelas tardes, e embora nunca mais tenha visto a Dona Renata, nunca mais me esqueci dela.
Espero algum dia, ter essa riqueza de lembranças e variedade de historias pra passar adiante, para que mesmo depois de muito, muito tempo... Eu continue vivendo nos corações daqueles que um dia eu amei.

 

 


 

Uma homenagem a Sra Renata Tornquist, por quem tenho todo o carinho e respeito...
Com quem aprendi lições valiosas e histórias de um outro tempo, narradas com precisão de detalhes...

 



Escrito por Tici às 23h14
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O fantasma do Umbu

 


 

Era mais uma noite fria de inverno.
Um pequeno fogão à lenha tentava amenizar o frio que sentíamos não só devido à baixa temperatura, mas também pelo medo do que viria a seguir.
Meu avô puxou um pequeno mocho de madeira e observou cinco rostos pálidos que o  olhavam silenciosamente. Antes de começar a contar mais uma de suas incríveis histórias, deu uma olhadela na direção de minha avó que inutilmente tentava disfarçar um sorriso.

Nos arredores da casa da minha avó, bem lá no alto, havia uma árvore de Umbu muito antiga. Era uma árvore solitária, de folhas grandes e juncadas, tronco muito grosso que fazia sombra no campo.
Acontece que, durante a Guerra dos Farrapos, os grandes fazendeiros e Donos de Estância abandonavam suas casas e viajavam com os campeiros, tropeiros e soldados aliados, atravessando a Campanha. E em troca de abrigo e proteção contra os imperialistas, eles forneciam aos farrapos mantimentos e ajuda financeira.
Essas tropas, cansadas de dias diretos de cavalgada e trote, sujos, maltrapilhos e esfomeados, sempre escolhiam a proteção de alguma árvore pra fazer um carreteiro de charque, churrasco ou simplesmente pra se abrigar contra as chuvas e contra a geada que castigava durante a noite.

Alertados contra um perigo eminente, um poderoso fazendeiro, temeroso de perder sua riqueza, enche uma moringa de libras esterlinas, além de moedas de prata e enterra junto às raízes cansadas do Umbu. Feito isso, segue adiante, mas deixa pra trás um cavalo baio e um soldado farrapo encarregado de proteger a fortuna com sua própria vida.
Numa daquelas noites houve uma emboscada.  Um grupo de soldados ataca o solitário farrapo. Este, sob juramento de proteger o tesouro, não revela o esconderijo e antes de morrer assassinado e ser dependurado na árvore, lança uma maldição aos aventureiros que ousassem chegar perto daquelas terras.
O cavalo baio, assustado com a luta, tenta se libertar desesperadamente, é atacado, mas mesmo ferido consegue fugir... Sumindo no campo aberto.

Enquanto vasculhavam as redondezas atrás do tesouro enterrado, escutam a voz gutural de alguém gritando, vendo um vulto negro montado num cavalo xucro.
Assombrados, correm para longe no meio da noite e quando olharam pra trás, o cavaleiro continuava parado em frente à árvore. Mais adiante, encontram o cavalo baio morto e tiveram certeza, então, que haviam visto uma aparição.
Outros e outros soldados vieram depois deles e muitos aventureiros tentaram, mas até hoje ninguém encontrou tal tesouro.
A árvore continua lá, sendo a única testemunha viva dessa história brutal. Misteriosamente, nem uma espécie de planta cresce a sua volta.
Em noites frias ainda se pode ouvir o barulho de um cavalo galopando desenfreadamente pelo campo, sem ninguém, no entanto, enxerga absolutamente nada.

Depois disso, me esqueci se o frio que estava sentindo vinha do medo ou se era o efeito das brasas se extinguindo no fogão à lenha. A cozinha de repente se tornou terrivelmente fria e tão pequena como meu coração apertado.
Lá fora, no galpão, os cavalos inquietos não paravam de relinchar.
As estrelas e a lua iluminavam o campo aberto e o capim estava coberto de sereno. Um cenário propício à imaginação de uma criança de nove anos...
Não sei até que ponto a história foi verídica, mas não importa, foi assim que meu avô dizia...

 


 

 

Esse foi um texto que escrevi há algum tempo.
Ele narra uma das tantas histórias que eu ouvia na casa da minha avó...Muita saudade.
Semana passou rápido pra mim, bastante trabalho lá na loja, ando meio cansada ultimamente..
Mas é isso aí... a vida continua..
E o mundo nunca pára de girar... nem por nada, nem por ninguém.

Beijos e até semana que vem... \o/



Escrito por Tici às 20h21
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Pai...

 


 

Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos, pai e filha talvez                                           
Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz....
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...
Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e nao vou ficar muda       
Pra falar de amor pra você             
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa, fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra ver
Pai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu             
Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só reencostar no teu peito
Pai, você foi meu herói meu bandido, hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz...

...

Nada que eu pense ou fale explicará em palavras o que sinto.
Hoje eu sou só Saudade tua...

Te Amo pra sempre Pai...

Feliz Aniversário e Feliz Dia dos Pais!!! 



Escrito por Tici às 01h31
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Mania vai... mania vem... Mania todo mundo tem

 


 

Não me venha dizer que você não tem manias. Todo mundo tem, acredite.
Pode ser qualquer uma, aquela que você tem desde a infância, uma dessas que aparece no dia a dia ou aquela que você nem lembra desde quando veio.
Esses dias me aconteceu algo que achei engraçado. Durante o horário de almoço, enquanto minha amiga e eu fazíamos nosso banquete, percebi que ela tinha a mesma mania do que eu.
Qual? Uhsuahsahsa 
Um gole de água, outro de café, mais um de água e outro de café...frio, quente, frio, quente...
A gente acha tão bom assim..  *.*
Conversa vai conversa vem, acabamos descobrindo tanta coisa que eu pensava serem características só minhas.
Engano meu, um terrível engano.
Quem diria, eu não era a única que girava o pão e comia primeira a parte da casca, deixando o recheio por último, porque de fato é bem mais gostoso.
Ok. Confesso que, das pessoas que eu conheço, acho que sou a criatura com mais mania que existe na face da terra. Mas tudo lá tem seu lado bom... Ao menos espero.
A origem de muitas dessas manias veio da minha infância.

Pode até parecer que dormir com um copo de água na cabeceira da cama é inútil. Mas não, eu fiz o teste. Todas as vezes que eu ia dormir e a água estava lá, eu nem tinha sede.
Na primeira noite que resolvi deixar a tal mania de lado, acordei no meio da madrugada como se eu nunca tivesse bebido água na vida. Incrível também, como a cama parece mais quente quando a minha mãe coloca o cobertor (mania de criança de novo, eu sei)...
Tirando essas, acho revigorante passar o dia todo de pijama e de pantufa, entrouxada num cobertor bem quentinho, assistindo mil e uma histórias de amor com finais felizes. Mania de fossa? É possível...
Quando eu era pequena, lembro que minha avó fazia muitas sopas... Aquelas de saquinho, Maggi eu acho, uma galinha azul na capa (tinha uma musiquinha ridícula na propaganda da televisão). Nem me perguntem a minha preferida. Sem dúvida era a Sopa de Letrinhas. Não que ela fosse mais gostosa que as outras, mas sim porque eu ficava montando palavras, literalmente brincando com a comida.
Toda santa vez, eu escrevia o nome da família inteira com letrinha de sopa. Era um vício, que felizmente ainda não abandonei... hsuahushuahsa

E também não consigo refrear a terrível mania de fazer caretas, piruetas, vozes e aqueles barulhinhos de efeito sonoro. É automático. Se eu vejo uma criança e os pais dela não estão olhando, eu faço careta. Sempre.
Ler os rótulos de shampoo no banho já se tornaram minha rotina.
E como amava e ainda amo olhar desenho animado, ainda não deixei a mania dos efeitos sonoros. Acredito que esta, está piorando com o passar dos anos.
E não pensem que eu não tentei parar! Quando eu me dou conta, já fiz a trilha sonora de “O Tubarão” quando vejo algum perigo se aproximando. Tãn tãn tãn tãn tãn tãmm
Não é diferente nas datas comemorativas.
Na páscoa, algumas regras devem ser severamente observadas. Nunca se come os melhores bombons primeiro! Começo sempre com os de fruta, rum, amendoim e aqueles que a gente nem sabe o sabor que tem. A vantagem é que depois só ficam os melhores, os de chocolate branco, sonho de valsa e confeitos de chocolate.  \o/
Tirando isso, tenho uma estranha implicância com a porta do meu quarto, a torneira pingando, a sincronia de dois ou mais relógios trabalhando.

E olha que ainda nem falei das minhas agendas. Tenho umas cinco e nem uma delas está usada. Vai que eu erre e acabe tendo que apagar tudo? É por isso que não escrevo meus textos à caneta, lápis é tão melhor (e tem que estar com uma ponta bem fina, se não a letra fica feia).... s2  Isso lógico, não me impede de colecionar canetas brilhosas que eu nem uso. Já perdi a conta de quantas delas eu tenho, mas sempre me parece desnecessário escrever tanta bobagem com uma caneta tão bonita.. hsuauhushauhsuhsa
Ahh se eu tivesse lugar pra pendurar os tantos chaveiros que eu tenho...
Mas tem uma mania que com certeza é a preferida da minha mãe. Qual seria?
G u a r d a r   c o i s a s.... Não importa a coisa. Pode ser papéis de bombom, de bala, cartões, desenhos, bilhetinhos, a correntinha preferida que você tinha quando era criança, aquele anel que quebrou e você gostava tanto, a foto de jornal que você saiu microscopicamente, um brinco que você quer arrumar um dia, uma flor amassada no meio de um livro, pinduricos de colocar no cabelo, as bonecas que você tinha quando pequena, aqueles bibelôs que são verdadeiros depósitos de poeira, cartas de amigos, mensagens, poesias, trabalhos que você tirou “A” na escola, aquele recadinho da sua melhor amiga que foi escrito num pedaço de folha de caderno. Tudo isso e mais um pouco junto, guardado, meio amassado, meio esquecido e deixado de lado.
Mania de esquilo eu acho. Guardar tudo achando que vai servir pra algo algum dia.

Apesar de tudo, acho que sou bem normal. Ou ao menos convivo com isso pacificamente.
No fundo, acho que gosto de ser assim.
Me apego aos cheiros, as lembranças e associo a cada pessoa de maneira diferente.
Acabo tendo toda essa mania de viver, de criar e de fazer rir.
Eu sou responsável, não se engane. Mas dentro de mim só há uma Ticiane..
... e essa, não quer ser louca. Só quer ser criança.

 


 

As semanas tem desfilado devagar por aqui. As notícias como sempre, são as mesmas. A grama continua crescendo, o sol nasce todas as manhãs e se esconde todas as noites.Vez ou outra, um cachorro late na rua, um carro passa, um vizinho grita. Tudo aparentemente em ordem.
Os fins de semana deveriam durar mais por aqui...mas estes sim, passam sempre voando.
Tenho escutado muito Beatles e Elvis. Acreditando cada vez mais que nasci na época errada.
Tenho também, pensado muito sobre algumas coisas... talvez achando que já é a hora de virar algumas páginas, coisa que há tanto tempo venho adiando. tic tac tic tac tic tac...

                                                                                                        beijos

 



Escrito por Tici às 23h11
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FELIZ DIA DO AMIGO !!!!

 


 

Nada melhor que hoje, pra aproveitar a oportunidade de agradecer aos muitos amigos que tenho.
Aos amigos de perto...
Que dividem os segredos, o almoço ou um simples copo de café todos os dias.
Àqueles que toleram meu mau humor de manhã cedo, minha impulsividade e meu jeito infantil...


Aos meus amigos de infância...
Com quem passei a melhor época da vida,
Com os quais tenho as maiores lembranças, e aos quais devo grande parte do que sou hoje...
Alguns deles já estão longe, seguiram suas vidas e hoje nem se lembram, mas a verdade é que em mim ficaram todas as histórias, e estas jamais serão esquecidas.


Aos amigos de longe....
Aos que conheci por acaso e que hoje se tornaram tão ou até mais confiáveis do que muitos que me cercam.
A todos, digo TODOS, agradeço o companheirismo, carinho, atenção, cumplicidade, sinceridade e
a alegria com que fui recebida em várias ocasiões.
Espero que esta seja, apenas uma de tantas outras datas que dividiremos ao longo do caminho.
Obrigado por fazerem parte da minha vida e me deixarem fazer parte da vida de vocês...

"As pessoas esquecerão do que você fez, esquecerão do que você disse,
mas nunca esquecerão do que você as fez sentir... "

 

beijos e mais beijos a todos.. 

                                                                    Tici 

 



Escrito por Tici às 21h54
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