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BRASIL, Mulher

"Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras."


Tudo tem que ser bem de leve para eu não me assustar e não assustar os que amo. Pedem-me pouco, pedem-me quase nada. O terrível é que eu tenho muito para dar e tenho que engolir esse muito e ainda por cima dizer com delicadeza : obrigada por receberem de mim um pouquinho de mim.



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17/07/2011

Eu já fui uma coleção de sorrisos.

Agora estou oca.

Estranho.

É como se de uma hora pra outra todos os meus sentimentos tivessem se mudado.

Partido pra algum lugar e só me deixasse partículas, meros pedacinhos de lembranças, coisas que antes me faziam sorrir e agora me trazem uma sensação de entorpecimento.

Mas ao mesmo tempo, como é possível? Essa sensação de que estou cheia.

Não consigo chorar.

As palavras também se prendem e de repente, descubro que o silêncio é como uma espécie de cura.

Ou talvez não. Talvez eu precise falar, escrever, gritar. É o que dizem.

Mas já não consigo escutar coisa alguma.

O fato é que estou sem perspectiva.

O relógio parou. Embora eu tenha a sensação de que seja o meu coração que se nega a seguir em frente.

Existe algum nome pra isso?

Sim. Existe.

Mas me recuso a dizê-lo. Vai que alguém me escute.

 

 


Escrito por Tici às 20h42
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01/02/2009

Vazio


Esse sentimento não tem nome
Não há maneiras simples de  descrevê-lo
Não há sentido em seus planos
Nem futuro...
É ele, quando não basta as melhores intenções
Nem a intensidade dos maiores sentimentos

Quando já não basta um um olhar
Quando todos os planos se vão no vento
Quando o futuro não parece tão promissor
Quando as palavras perdem seu valor
Quando se pergunta o porquê do amor
Não resistir a intensidade da chuva,
O compasso do tempo?

Então a  lucidez bate a porta
trazendo consigo passos solitários
imagens sobrepostas
ecos
desmontando todos os meus castelos
deixando só reticências
Um lugar abandonado...

Perdeu-se o ritmo da canção, quando pulou uma nota
Perdeu-se o passo da dança, quando improvisou
Perdeu-se o meio da história, que sem continuação ficou
Perdeu-se um coração que nunca mais regressou
Não há voltas
Nem saídas
Nem janelas
Só o nada...

 

Apagando todos os vestígios do que um dia
Eu já fui.



Escrito por Tici às 14h57
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11/11/2008

Suposições


 

Deve ser bom conhecer teu mundo.
Acordar em lugares diferentes, respirar ar de praia deserta, cheiro de campo, de grama recém cortada, de terra molhada, de chuva de verão, dos malmequeres do chão. Deve ser bom sentir aquele vento no rosto, despenteando o cabelo, trazendo bons ares de liberdade.

Deve ser bom, ficar na primeira poltrona de ônibus, seguindo as faixas do asfalto, lendo as placas de quilometragem, observando quadro por quadro a mudança na paisagem. Tantos espetáculos do pôr do sol e do nascer da lua regados a vinho tinto.

Ahh... Se tu soubesses só um tanto dos lugares que os meus sonhos vão. Por todos os cantos desse mundo, lugares onde deixei um coração. Recantos do meu mundo e tua singularidade. Teus conceitos, meus defeitos, nossos sonhos pré desfeitos por tua ofuscante liberdade.   
.
Ruas sem nome, muitos rostos, cafés, burburinhos e esconderijos quase secretos. Encontrastes o lugar perdido em que se esquecem as lembranças. Onde se pode ser tudo menos um mero espectador. O espaço que não abre a arrependimentos e não se deixa apegar. Zona mitificada. O território inapto pra se conjugar futuro, onde peregrinos atravessam os portões da própria sorte.

Sábios percebem a hora de parar.
Eu não me arrisco.
Não ouso atravessar esses limites.
Só tenho um único coração para perder.

(...)

 


Escrito por Tici às 22h45
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01/11/2008

Para o Skol aonde quer que ele esteja



 




 



Ela lembrava muito bem daquele dia monótono.
Especialmente aquela tarde em que nada parecia ter graça.
Por alguma razão, aquele nome lhe pareceu lindo. E teve a certeza de que ele era um cara legal no momento em que viu a foto de um cãozinho com a seguinte legenda: Skol, por onde andas? Só tu me entendias...
E naquele instante ela sorriu.
Teve dúvidas se mandar uma mensagem seria a coisa mais certa a fazer, mas elas duraram só um minuto.
E esse, foi o começo de tudo.
Uma data nada romântica, 31 de Outubro, porém significativa. Ter mandado aquela mensagem foi a melhor coisa que ela fez, e nunca, nem só por um minuto se arrependeu disso.
Não seria exagero dizer que ela se apaixonou. Encantou-se pela simplicidade, independência, força de vontade, confiança e pela paixão que ele demonstrava ter pela vida. Não era alguém sem conteúdo na cabeça.
A partir daí, foram horas de conversa e companheirismo, onde manhãs, tardes e noites se emendavam. Ele havia chegado para preencher seu coração com alegria, histórias, fotos, milhares de risos e Esperança.

A sensação de saber que havia alguém por quem esperar... Alguém que se importava com o cardápio do almoço, que notava o seu sorriso boboca ou simplesmente se interessava pelos fatos corriqueiros do dia, a faziam sentir importante.
E ela era... Ela sabia que era importante.
E a cada preciosa hora, cada palavra e desabafo iam dissipando seu medo de confiar nas pessoas novamente. Ele sabia que ela já havia sofrido muito.
Conforme os dias iam passando, ambos sentiam que o tempo era pouco para tantos assuntos e pra vontade de estar sempre junto. Ela havia se tornado sua cúmplice e ele se mostrava um porto seguro, uma razão reconfortante de voltar pra casa depois de um dia de trabalho.
Havia características suficientes pra torná-los compatíveis.
E nesse meio tempo, nada poderia ser mais perfeito.

O primeiro telefonema foi a prova de que ninguém estava sonhando. A primeira vez que ela escutou aquela voz, deixou a impressão de que se conheciam há anos. Era tanta coisa em comum acontecendo. Os mesmos sentimentos separados por milhas de distância.
A velocidade com que o mundo dela mudou foi assustadora. E mesmo assim, não havia nada concreto.
Porém o tempo estava se esgotando. E ele foi embora com a mesma rapidez que havia chegado. E enquanto o mundo dele continua girando, ela está parada, completamente perdida em pensamentos.
 Sem encontrar palavras pra descrever a saudade que sente, ela espera, e tenta se convencer de que ele ainda se lembra. De cada sorriso, cada gesto, cada plano e das inúmeras noites que passavam conversando.
Ela, embora saiba que tem um mundo inteiro lá fora e que o coração dele é grande pra reservar um cantinho pra todos, ainda sonha com um lugar especial.

E mesmo tendo medo da realidade e da possibilidade de tudo ter sido apenas um sonho, ela quer arriscar. Não só porque sabe que precisa fazer isso, mas porque também não quer se arrepender por não ter vivido sua vida por completo.
Se há ou não um futuro pela frente ela não sabe.
O que ela pode com certeza dizer, é que ele foi a melhor coisa que aconteceu para ela em muito tempo.
Por coincidência ou não, eles se acharam. E graças ao Skol se conheceram.

Ahh Skol... Por onde ele anda? Só ele me entendia...


 


 

Um texto que escrevi a aproximadamente um ano atrás.
Quisera eu ainda ter toda essa convicção.
O que aprendi, foi que a maneira de ver as coisas muda juntamente com as pessoas.
Mesmo assim, essas linhas me trazem boas lembranças...




 

 

Tinha razão quem afirmava, que o valor das coisas não se medem pelo tempo em que duram, mas sim pela intensidade com que elas acontecem.  

Como  dizia o Vinícius...

"Que não seja imortal,posto que é chama,
mas que seja infinito,
enquanto dure... "


Escrito por Tici às 23h38
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22/10/2008

Aii Aii....:)

Eu nem lembro por que eu parei de escrever aqui. Você lembra?
Bem que eu queria dizer que estava ocupada demais, mas creio que essa desculpa esfarrapada não colaria nem aqui nem na China até pra quem não me conhece.
O negócio é que eu cansei. Nem eu sei do que, mas cansei.
Tamanha foi a minha canseira que até troquei de shampoo. Eu nem sentia mais o cheiro do outro e esse novo tem um pote mais bonito. Retardado, concordo. Bem coisa de quem acha que o cabelo vai mudar depois de uma lavada. Mas nem tão drástico quanto comprar aquelas parafernalhas vendidas nas propagandas do PollyShop que dizem que a escova Hair Brush  revoluciona a vida de uma mulher com suas milhares de 3 rotações com lâmina sei lá do quê, perfeitas porque não embolam o cabelo.

Sabem do que mais? Cansei do meu telefone também. Eu quase havia me acostumado a receber ligações só da minha mãe, até que ontem recebi uma ligação do Selton Mello.. me convidando pra próxima promoção da Vivo. Nem preciso falar que eu  d e t e s t o  as mensagens da Vivo. Tah tudo aqui, só que nas entrelinhas.  >.<
Pra quebrar um pouco a monotonia, comecei a me arriscar.
Aposto que nunca imaginou que cozinhar envolve graaaaaandes riscos.
Dizem que cozinhar hoje em dia é terapia. Nunca digam nada sobre isso perto da minha mãe ou saberão do que ela é capaz.  ò.Ó
Mas é tão cansativo. Hummpfff .... E o melhor de tudo é que depois da esfregada no fogão, só se tem tempo pra tomar água e dormir.Já que o começo da janta foi lá por umas 22:00. Ainda não consegui melhorar meu tempo, nem cuidar de quinhentas panelas ao mesmo tempo no fogão.

Meu gato anda carente. Tem sentado direto em cima do teclado do computador... Deve ser a forma que ele achou de chamar minha atenção. Já falei pra ele que to adorando, mas que da próxima vez ele precisa limpar as patinhas antes.
Ontem quase matei um hipopótamo roxo num joguinho... Will me disse que o pobrezinho tinha um trauma... e que na verdade ele era um estojo. Nem questionei. Ele sabe das coisas, entendeu e curou o pobre do bichinho, que até hoje viveu feliz pra sempre.
Por sorte, não precisarei ganhar a vida fazendo psicologia.
Hoje de madrugada foi uma noite do cão. Meu CPU inventou de engolir o cd de mp3 do meu irmão às 3 horas da madrugada.. O dito cujo se espatifou lá dentro e eu quase morri de nervos enquanto recuperava os cacos. Por sorte minha e sorte do meu irmão (já que eu ia picar ele em pedacinhos) o leitor/gravador de CD/DVD está se recuperando e passa muito bem.
Acho que por hoje chega...
Nada mais a declarar...
Vou indo
lá...

Preciso lavar meu cabelo com o shampoo novo...

o/  baii


Escrito por Tici às 21h32
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07/09/2008

Dona Renata

Minha avó Sybylla me contava histórias sobre os mais variados assuntos. Meus primos geralmente nunca prestavam atenção, mas eu sempre ficava fascinada.
Lógico que ela teria ficado milionária se realmente houvesse tantos potes de ouro enterrados quanto ela dizia... E é claro que, até hoje eu não vi nenhuma fada dos dentes, aliás, deve ter o equivalente a uma dentadura inteira minha, no telhado da casa onde ela morava.
Desconfio seriamente de que ela só me contava essas histórias pra que eu parasse de bancar a cabeleireira com ela e deixasse de inventar meus penteados inovadores... Saudades daqueles tempos em que eu me empoleirava numa cadeira e insistia em pentear os parcos cabelos que ainda restavam na cabeça do meu avô...

Bons tempos aqueles... Mas não pretendo fugir do roteiro.
Tirando os contos da carochinha, eu aprendi muito e também compreendi que aquela era a madeira dela de transmitir conhecimento e de passar algumas coisas para aquele fiapo de gente.
A vida nem sempre segue um padrão geral. Os objetivos a serem alcançados variam muito conforme as convicções, idéias e sonhos de cada um.
Para quem pensa que, casar, ter um marido bonitão, viver rodeado de crianças pela casa e cães correndo pelo pátio é a imagem da pessoa mais feliz, ou que esse é o objetivo de todas as mulheres, está redondamente enganado. Nem sempre esse é o sinônimo de felicidade.
Aliás, felicidade pode significar uma única coisa, uma única pessoa, um só momento ou um simples conjunto de acontecimentos. Mas isso, não foi minha avó que me ensinou...

Dona Renata era uma professora de primário há alguns bons anos atrás. Dava aulas de inglês, alemão e português... Mas sua paixão, como não cansou de enfatizar, sempre foram as Artes. A criação de objetos, cartões, as pinturas, os detalhes, a mistura e a composição das cores.
Pude ver que Dona Renata amava o que fazia e que enquanto me contava suas histórias e lembrava de seus alunos com precisão de detalhes, ela sorria e seus olhos brilhavam...
Incrível como o tempo passava enquanto conversávamos... E a cada tarde que eu voltava lá, falava dos meus sonhos e tentava absorver ao máximo os conselhos que ela me dava. Fora isso, passávamos a tarde toda compartilhando nossa paixão por gatos, cartas, fotos e samambaias.
Aquela, sem dúvida era uma figura que cativava.
Suas experiências de vida me fascinavam tanto quanto um livro que tivesse uma história emocionante e que fosse repleto de detalhes e desenhos coloridos.

Desejei naquela hora, ter toda aquela capacidade de viver, ter momentos emocionantes e inesquecíveis pra lembrar e aquela memória e clareza de pensamento pra contar...
Pensando com meus botões, eu me perguntava por que aquela senhora tão amável e carismática não se casou e nem teve filhos.
Isso, ela me respondeu numa tarde em que eu fazia um boletim terrivelmente descompassado sobre minha vida de estudante.
Ela me disse algo assim: “__Quando se ama o que se faz e se tem a oportunidade de trabalhar fazendo o que se ama, a vida se torna tão completa e satisfatória que não há tempo e nem vontade de pensar em mais nada. Apenas se vive e se agradece a Deus por tamanha dádiva...”. Senti que naquela hora ela me passou não só um conselho, mas também uma experiência de vida.
Dona Renata teve grandes oportunidades, viajou pra vários paises, deu aulas em lugares diferentes, aprendeu muita coisa e conheceu muita gente.

Mesmo assim fiquei triste por ela, porque quis que ela tivesse mais do que a companhia de alguns gatos quando voltasse pra casa, desejei que ela tivesse família, filhos e uma penca de netos...
Naquela hora não me pareceu justo passar o resto da vida sozinha, vivendo só de boas lembranças...E enquanto insistia em dizer que não se arrependia de nada e que faria tudo novamente, eu não conseguia aceitar a ironia da vida.
Apesar de tudo, aprendi muito naquelas tardes, e embora nunca mais tenha visto a Dona Renata, nunca mais me esqueci dela.
Espero algum dia, ter essa riqueza de lembranças e variedade de historias pra passar adiante, para que mesmo depois de muito, muito tempo... Eu continue vivendo nos corações daqueles que um dia eu amei.

 

 


 

Uma homenagem a Sra Renata Tornquist, por quem tenho todo o carinho e respeito...
Com quem aprendi lições valiosas e histórias de um outro tempo, narradas com precisão de detalhes...

 


Escrito por Tici às 23h14
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16/08/2008

O fantasma do Umbu

 


 

Era mais uma noite fria de inverno.
Um pequeno fogão à lenha tentava amenizar o frio que sentíamos não só devido à baixa temperatura, mas também pelo medo do que viria a seguir.
Meu avô puxou um pequeno mocho de madeira e observou cinco rostos pálidos que o  olhavam silenciosamente. Antes de começar a contar mais uma de suas incríveis histórias, deu uma olhadela na direção de minha avó que inutilmente tentava disfarçar um sorriso.

Nos arredores da casa da minha avó, bem lá no alto, havia uma árvore de Umbu muito antiga. Era uma árvore solitária, de folhas grandes e juncadas, tronco muito grosso que fazia sombra no campo.
Acontece que, durante a Guerra dos Farrapos, os grandes fazendeiros e Donos de Estância abandonavam suas casas e viajavam com os campeiros, tropeiros e soldados aliados, atravessando a Campanha. E em troca de abrigo e proteção contra os imperialistas, eles forneciam aos farrapos mantimentos e ajuda financeira.
Essas tropas, cansadas de dias diretos de cavalgada e trote, sujos, maltrapilhos e esfomeados, sempre escolhiam a proteção de alguma árvore pra fazer um carreteiro de charque, churrasco ou simplesmente pra se abrigar contra as chuvas e contra a geada que castigava durante a noite.

Alertados contra um perigo eminente, um poderoso fazendeiro, temeroso de perder sua riqueza, enche uma moringa de libras esterlinas, além de moedas de prata e enterra junto às raízes cansadas do Umbu. Feito isso, segue adiante, mas deixa pra trás um cavalo baio e um soldado farrapo encarregado de proteger a fortuna com sua própria vida.
Numa daquelas noites houve uma emboscada.  Um grupo de soldados ataca o solitário farrapo. Este, sob juramento de proteger o tesouro, não revela o esconderijo e antes de morrer assassinado e ser dependurado na árvore, lança uma maldição aos aventureiros que ousassem chegar perto daquelas terras.
O cavalo baio, assustado com a luta, tenta se libertar desesperadamente, é atacado, mas mesmo ferido consegue fugir... Sumindo no campo aberto.

Enquanto vasculhavam as redondezas atrás do tesouro enterrado, escutam a voz gutural de alguém gritando, vendo um vulto negro montado num cavalo xucro.
Assombrados, correm para longe no meio da noite e quando olharam pra trás, o cavaleiro continuava parado em frente à árvore. Mais adiante, encontram o cavalo baio morto e tiveram certeza, então, que haviam visto uma aparição.
Outros e outros soldados vieram depois deles e muitos aventureiros tentaram, mas até hoje ninguém encontrou tal tesouro.
A árvore continua lá, sendo a única testemunha viva dessa história brutal. Misteriosamente, nem uma espécie de planta cresce a sua volta.
Em noites frias ainda se pode ouvir o barulho de um cavalo galopando desenfreadamente pelo campo, sem ninguém, no entanto, enxerga absolutamente nada.

Depois disso, me esqueci se o frio que estava sentindo vinha do medo ou se era o efeito das brasas se extinguindo no fogão à lenha. A cozinha de repente se tornou terrivelmente fria e tão pequena como meu coração apertado.
Lá fora, no galpão, os cavalos inquietos não paravam de relinchar.
As estrelas e a lua iluminavam o campo aberto e o capim estava coberto de sereno. Um cenário propício à imaginação de uma criança de nove anos...
Não sei até que ponto a história foi verídica, mas não importa, foi assim que meu avô dizia...

 


 

 

Esse foi um texto que escrevi há algum tempo.
Ele narra uma das tantas histórias que eu ouvia na casa da minha avó...Muita saudade.
Semana passou rápido pra mim, bastante trabalho lá na loja, ando meio cansada ultimamente..
Mas é isso aí... a vida continua..
E o mundo nunca pára de girar... nem por nada, nem por ninguém.

Beijos e até semana que vem... \o/


Escrito por Tici às 20h21
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10/08/2008

Pai...

 


 

Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos, pai e filha talvez                                           
Pai, pode ser que daí você sinta, qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz....
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...
Pai, eu não faço questão de ser tudo, só não quero e nao vou ficar muda       
Pra falar de amor pra você             
Pai, senta aqui que o jantar tá na mesa, fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida, onde a vida só paga pra ver
Pai, me perdoa essa insegurança, é que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu             
Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só reencostar no teu peito
Pai, você foi meu herói meu bandido, hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho, você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz...

...

Nada que eu pense ou fale explicará em palavras o que sinto.
Hoje eu sou só Saudade tua...

Te Amo pra sempre Pai...

Feliz Aniversário e Feliz Dia dos Pais!!! 


Escrito por Tici às 01h31
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05/08/2008

Mania vai... mania vem... Mania todo mundo tem

 


 

Não me venha dizer que você não tem manias. Todo mundo tem, acredite.
Pode ser qualquer uma, aquela que você tem desde a infância, uma dessas que aparece no dia a dia ou aquela que você nem lembra desde quando veio.
Esses dias me aconteceu algo que achei engraçado. Durante o horário de almoço, enquanto minha amiga e eu fazíamos nosso banquete, percebi que ela tinha a mesma mania do que eu.
Qual? Uhsuahsahsa 
Um gole de água, outro de café, mais um de água e outro de café...frio, quente, frio, quente...
A gente acha tão bom assim..  *.*
Conversa vai conversa vem, acabamos descobrindo tanta coisa que eu pensava serem características só minhas.
Engano meu, um terrível engano.
Quem diria, eu não era a única que girava o pão e comia primeira a parte da casca, deixando o recheio por último, porque de fato é bem mais gostoso.
Ok. Confesso que, das pessoas que eu conheço, acho que sou a criatura com mais mania que existe na face da terra. Mas tudo lá tem seu lado bom... Ao menos espero.
A origem de muitas dessas manias veio da minha infância.

Pode até parecer que dormir com um copo de água na cabeceira da cama é inútil. Mas não, eu fiz o teste. Todas as vezes que eu ia dormir e a água estava lá, eu nem tinha sede.
Na primeira noite que resolvi deixar a tal mania de lado, acordei no meio da madrugada como se eu nunca tivesse bebido água na vida. Incrível também, como a cama parece mais quente quando a minha mãe coloca o cobertor (mania de criança de novo, eu sei)...
Tirando essas, acho revigorante passar o dia todo de pijama e de pantufa, entrouxada num cobertor bem quentinho, assistindo mil e uma histórias de amor com finais felizes. Mania de fossa? É possível...
Quando eu era pequena, lembro que minha avó fazia muitas sopas... Aquelas de saquinho, Maggi eu acho, uma galinha azul na capa (tinha uma musiquinha ridícula na propaganda da televisão). Nem me perguntem a minha preferida. Sem dúvida era a Sopa de Letrinhas. Não que ela fosse mais gostosa que as outras, mas sim porque eu ficava montando palavras, literalmente brincando com a comida.
Toda santa vez, eu escrevia o nome da família inteira com letrinha de sopa. Era um vício, que felizmente ainda não abandonei... hsuahushuahsa

E também não consigo refrear a terrível mania de fazer caretas, piruetas, vozes e aqueles barulhinhos de efeito sonoro. É automático. Se eu vejo uma criança e os pais dela não estão olhando, eu faço careta. Sempre.
Ler os rótulos de shampoo no banho já se tornaram minha rotina.
E como amava e ainda amo olhar desenho animado, ainda não deixei a mania dos efeitos sonoros. Acredito que esta, está piorando com o passar dos anos.
E não pensem que eu não tentei parar! Quando eu me dou conta, já fiz a trilha sonora de “O Tubarão” quando vejo algum perigo se aproximando. Tãn tãn tãn tãn tãn tãmm
Não é diferente nas datas comemorativas.
Na páscoa, algumas regras devem ser severamente observadas. Nunca se come os melhores bombons primeiro! Começo sempre com os de fruta, rum, amendoim e aqueles que a gente nem sabe o sabor que tem. A vantagem é que depois só ficam os melhores, os de chocolate branco, sonho de valsa e confeitos de chocolate.  \o/
Tirando isso, tenho uma estranha implicância com a porta do meu quarto, a torneira pingando, a sincronia de dois ou mais relógios trabalhando.

E olha que ainda nem falei das minhas agendas. Tenho umas cinco e nem uma delas está usada. Vai que eu erre e acabe tendo que apagar tudo? É por isso que não escrevo meus textos à caneta, lápis é tão melhor (e tem que estar com uma ponta bem fina, se não a letra fica feia).... s2  Isso lógico, não me impede de colecionar canetas brilhosas que eu nem uso. Já perdi a conta de quantas delas eu tenho, mas sempre me parece desnecessário escrever tanta bobagem com uma caneta tão bonita.. hsuauhushauhsuhsa
Ahh se eu tivesse lugar pra pendurar os tantos chaveiros que eu tenho...
Mas tem uma mania que com certeza é a preferida da minha mãe. Qual seria?
G u a r d a r   c o i s a s.... Não importa a coisa. Pode ser papéis de bombom, de bala, cartões, desenhos, bilhetinhos, a correntinha preferida que você tinha quando era criança, aquele anel que quebrou e você gostava tanto, a foto de jornal que você saiu microscopicamente, um brinco que você quer arrumar um dia, uma flor amassada no meio de um livro, pinduricos de colocar no cabelo, as bonecas que você tinha quando pequena, aqueles bibelôs que são verdadeiros depósitos de poeira, cartas de amigos, mensagens, poesias, trabalhos que você tirou “A” na escola, aquele recadinho da sua melhor amiga que foi escrito num pedaço de folha de caderno. Tudo isso e mais um pouco junto, guardado, meio amassado, meio esquecido e deixado de lado.
Mania de esquilo eu acho. Guardar tudo achando que vai servir pra algo algum dia.

Apesar de tudo, acho que sou bem normal. Ou ao menos convivo com isso pacificamente.
No fundo, acho que gosto de ser assim.
Me apego aos cheiros, as lembranças e associo a cada pessoa de maneira diferente.
Acabo tendo toda essa mania de viver, de criar e de fazer rir.
Eu sou responsável, não se engane. Mas dentro de mim só há uma Ticiane..
... e essa, não quer ser louca. Só quer ser criança.

 


 

As semanas tem desfilado devagar por aqui. As notícias como sempre, são as mesmas. A grama continua crescendo, o sol nasce todas as manhãs e se esconde todas as noites.Vez ou outra, um cachorro late na rua, um carro passa, um vizinho grita. Tudo aparentemente em ordem.
Os fins de semana deveriam durar mais por aqui...mas estes sim, passam sempre voando.
Tenho escutado muito Beatles e Elvis. Acreditando cada vez mais que nasci na época errada.
Tenho também, pensado muito sobre algumas coisas... talvez achando que já é a hora de virar algumas páginas, coisa que há tanto tempo venho adiando. tic tac tic tac tic tac...

                                                                                                        beijos

 


Escrito por Tici às 23h11
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20/07/2008

FELIZ DIA DO AMIGO !!!!

 


 

Nada melhor que hoje, pra aproveitar a oportunidade de agradecer aos muitos amigos que tenho.
Aos amigos de perto...
Que dividem os segredos, o almoço ou um simples copo de café todos os dias.
Àqueles que toleram meu mau humor de manhã cedo, minha impulsividade e meu jeito infantil...


Aos meus amigos de infância...
Com quem passei a melhor época da vida,
Com os quais tenho as maiores lembranças, e aos quais devo grande parte do que sou hoje...
Alguns deles já estão longe, seguiram suas vidas e hoje nem se lembram, mas a verdade é que em mim ficaram todas as histórias, e estas jamais serão esquecidas.


Aos amigos de longe....
Aos que conheci por acaso e que hoje se tornaram tão ou até mais confiáveis do que muitos que me cercam.
A todos, digo TODOS, agradeço o companheirismo, carinho, atenção, cumplicidade, sinceridade e
a alegria com que fui recebida em várias ocasiões.
Espero que esta seja, apenas uma de tantas outras datas que dividiremos ao longo do caminho.
Obrigado por fazerem parte da minha vida e me deixarem fazer parte da vida de vocês...

"As pessoas esquecerão do que você fez, esquecerão do que você disse,
mas nunca esquecerão do que você as fez sentir... "

 

beijos e mais beijos a todos.. 

                                                                    Tici 

 


Escrito por Tici às 21h54
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28/06/2008

Planos

Estava tudo milimetricamente calculado.
Ela dormiria com a roupa no corpo, pronta para sair, não perderia tempo. Atrás do armário já estava a mochila onde havia colocado seus pertences. Havia separado então, duas calças, três camisetas, três pares de meia, uma escova de dentes e no fundo falso preso por um fecho, colocara escondido todas as suas economias do mês.
Não poderia levar muita coisa.
Em seu coração inquieto, crescia o medo de abandonar parte de sua vida indo atrás de um sonho tão frágil. Era difícil tomar decisões tão importantes, constatou fitando seu rosto no espelho.
A imagem que viu tinha uma aparência ansiosa, dois olhos brilhantes, uma expressão perdida e a encarava insistentemente. Disfarçando um súbito desconforto, ajeitou um fio de cabelo imaginário e percebeu que seus dedos tremiam. Desviou o olhar enquanto mudava o rumo de seus pensamentos.
Precisava aparentar calma.

As coisas haviam chegado ao limite.
Não fora só os desentendimentos em casa, nem o constante vazio de seus dias e tão pouco sua vida monótona que a levara a tomar aquela decisão.
Simplesmente ela sabia que chegara a hora de se libertar, de ver por si mesmo do que era feita, de extravasar sua personalidade, de saber quais eram seus limites, de descobrir se era capaz de andar sozinha.
E em pouco tempo ela saberia.
Uma olhada no relógio constatou que deveria dormir.
Entretanto não conseguiu evitar ficar pensando nas horas seguintes, no que a estaria esperando, em tudo que deixaria para trás, nas possíveis conseqüências de seus atos, nos tímidos passos que suplicavam por acerto. Em sua busca incessante por respostas que somente o tempo poderia formular.

Ela pode acompanhar o tiquetaquear do relógio, as horas se indo, os minutos se aproximando. Embora estivesse com medo, foi com determinação que levantou naquela madrugada, silenciosamente pegou a mochila e deu uma última olhada no quarto. Sua coleção de ursinhos continuaria lá, sua imagem repetida em vários porta-retratos, seu computador e as estrelas do teto que brilhavam no escuro, também. No entanto, aquilo não bastou mais pra ela.
Fechou a porta e saiu.
Do lado de fora alguém já a esperava.
Lançou um meio sorriso em busca de compreensão e ganhou um abraço apertado pra dar força. Não seria algo fácil, mas já havia decidido não voltar enquanto não descobrisse a verdade.

Naquela noite, dois vultos desaparecerem na escuridão e confundiram-se ao longe. Conforme ganhavam distância seus corações ficavam cada vez mais cheios de planos e sonhos, mas não falaram nada. Porque qualquer palavra dita estragaria o instante. Eles também tinham medo. Aquela sensação de que estavam adentrando em terreno desconhecido. Mas ela estava feliz, por tentar mudar as coisas, por finalmente ter reunido forças que nem sabia existirem e por ter agido com tamanha coragem.  
Desta vez ela tinha certeza de que não olharia para trás. Seguiria seu caminho e voltaria sim, mas de cabeça erguida, segura e tendo plena consciência de seu lugar no mundo. 



Escrito por Tici às 13h08
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18/06/2008

Voltando a aproveitar o tempo...

                                              


 

E lá estava eu, distraída, remexendo em alguns papéis e finalmente decidida a terminar o texto que havia começado há muito tempo.
E que acabei nem terminando. Mas a verdade é que desta vez, não foi culpa minha.
Havia desligado a música.
Deixei o livro meio lido de lado e fiquei lá, vendo as palavras dançarem e relendo o que tinha escrito, quando de repente não enxerguei mais nada.
Fiquei parada querendo acreditar que aquilo não estava acontecendo.
Droga, só pode ser brincadeira! Justo agora?
Aonde é que se guardavam as velas mesmo?
Não se apavore eu pensei... Procure os fósforos...
E lá me fui.

Tateando no escuro até esbarrar numa cadeira, que por sinal nem devia estar ali.
Fósforos, fósforos... Mentalize os benditos fósforos.
Ufa achei! Boa garota...
E as velas? Aqui não... também não... não...mil vezes nãoo! 
Aiiii, meu dedo!!!
Arrah... até que enfim.. perfeito.
Então acendo a vela e empaco no escuro.
E agora?  Sensação estranha.
Como se o espaço tivesse diminuído e virado uma sombra sufocante.

Olho o relógio e vejo que são 20h00min. Resolvo sentar e pensar em algo.
O que fazer pra passar o tempo, já que estamos tão mal acostumados com a modernidade?
Tamborilo os dedos na mesa enquanto chego à decisão nenhuma.
Sem televisão, nada de computador, nem de música e quem dirá do telefone...
Afinal, o que se fazia antigamente quando não existia nada disso?
Olho na prateleira um filme esperando ser assistido, na cama um livro deixado de lado e me vejo ali, torcendo pra luz voltar logo.
O relógio parecia andar pra trás enquanto eu continuava achando nada pra fazer.
Arrisco espiar lá fora... Saio.

Respiro... fecho os olhos... respiro... Aquele ar.
Há quanto tempo eu não sentia aquele cheiro de mato?
Qual teria sido a última vez que parei pra olhar aquelas estrelas? Não consegui lembrar.
Escuto... fecho os olhos... escuto... Aquele silêncio.
Nada de barulhos, nem de gente gritando, nem de carros correndo.
Só um leve sussurro de vento.
Foi como se o tempo tivesse parado.
Como se nada mais houvesse entre mim, a lua e a cortina de estrelas pendurada lá em cima.

Lembranças de outros invernos vieram com o vento.
Meu pai e um radinho de pilha, minha avó e um lampião na varanda, uma rede e um cobertor bem quentinho.
Chamei de Paz.
Aquele sossego de espírito.
Me senti voltando pra casa depois muito tempo longe.
E foi ali, sentada naquele primeiro degrau de escada que recuperei um pedaço perdido de mim.
Em seguida sorri, porque não haveria tristeza no mundo capaz de apagar o que estava sentindo.


Escrito por Tici às 22h49
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12/06/2008

Para início de conversa...

 

 

 

 


 

Essa é mais uma daquelas situações em que a gente fica pensando sobre o que vai escrever.
Alguns flashes insistem em voltar na memória... Aquele monte de história que você tem pra contar, aquelas coisas que te fizeram rir e todas as outras que você prefere esquecer...
Tem sempre aquela pessoa importante, tem sempre aquele sorriso inesquecível, um cheiro, um lugar, uma carta meio amassada ou a melhor época de sua vida. Coisas simples assim, mas que marcaram pra sempre.
Cada um tem um pouco dessa história dentro de si. E aos poucos, começarei a falar...
Mas antes aviso,
Nada disso irá mudar o rumo da sua vida.

Se quiser arriscar... continue, e seja bem vindo ao meu mundo. 

Aqui começa mais uma tentativa de construir um blog. Desta vez, nada de regras e total liberdade de assunto.
Aqui você encontrará um pouco de tudo. E muita coisa sobre nada.
Falarei sobre minhas peripécias desimportantes, meus “grandes feitos”, milhões de defeitos... e quem sabe?
Falarei sobre o tempo, sobre meu gosto musical ou sobre o temperamento do meu gato.
Afinal, eu avisei que isso não mudaria o mundo...

E aqui estou eu, em pleno inverno sentada em minha cadeira amarela, entrouxada de roupas, com uma chapéu ridículo na cabeça e balançando minha pantufa rosa ao som de “Accidentally in Love  do Counting Crows “
Realmente empolgante essa música... Me dá vontade de pular, mas não acho uma boa idéia, já que são 22:29.
Hoje andei pensando muito a respeito do futuro. Algo parecido com traçar metas e visualizar o que eu quero da vida.
Eu continuo indecisa. Algumas coisas pra mim são claras e outras com certeza não.
Mas se o céu é o limite...
E se eu fosse fazer uma lista, isso é só o começo do que eu quero...

Quero ser mais decidida
Quero fazer faculdade ou algum curso útil
Quero sempre poder sorrir
Quero lembrar do passado sem ficar triste
Quero lembrar sempre do meu pai e do jeito que ele ria
Quero ver o meu irmão se formar na faculdade
Quero brigar menos com minha mãe
Quero experimentar comida japonesa
Quero aprender a nadar
Quero um jantar romântico
Quero ser beijada na chuva
Quero andar de trem
Quero andar de avião
Quero tirar aquelas fotos instantâneas nas cabines de shopping center.
Quero que a Andressa e a Vanessa saibam que eu tenho saudades
Quero que elas também sintam saudade
Quero ser forte como minha mãe
Quero que nossa família nunca se separe
Quero ter mais fé
Quero ir a mais parques, circos e cinema.
Quero que meu gato viva ainda muitos anos
Quero um cachorro São Bernardo
Quero não me interessar pelos caras errados
Quero não perder contato com grandes amigos
Quero tomar banho de banheira
Quero ter uma biblioteca em casa       
Quero viajar pra fora do país
Quero ouvir alguém gritar que me ama
Quero receber flores de aniversário
Quero ter um carro prata
Quero ser tia
Quero ver os filhos dos meus irmãos brincando com os meus
Quero que minha mãe seja feliz
Quero morar numa casa grande
Quero um quintal com flores
Quero achar alguém que me ame
Quero café da manhã na cama
Quero casar numa igreja pequena
Quero ter filhos com nomes diferentes (Thomas, Oliver, Kate, Emilly...)
Quero envelhecer com alguém 
E quero ter milhares de fotos.

...

E por fim, quero conseguir realizar todos ou se não, a maioria desses pedidos.
Acho até que, pra quem não tinha planos, esse é um ótimo começo...
 
Não acham?

Até a próxima... \o/
                                                 Ticii


Escrito por Tici às 23h23
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